A Polícia Civil de Uberlândia informou agora há pouco (quinta-feira, 7), em entrevista coletiva que a promotora de vendas Efigênia Guimarães Pena Balbino da Silva, 34 anos, acusada de matar e esquartejar a estudante Dienefer Aparecida Costa dos Santos, 12 anos, e de jogar o corpo no lixo, nega a autoria do homicídio, mas admite ter ocultado o cadáver a mando, segundo ela, dos supostos autores, que ela nega revelar quem são.
Efigênia é acusada de seqüestrar a estudante e o sobrinho, de 6 meses, no sábado, por volta do meio dia. O bebê foi localizado vivo, à meia noite de domingo, abandonado na porta de uma casa, no Setor Chácaras Tubalina. Já Dienefer teve fim trágico. Seu corpo foi achado por policiais civis, sem os braços e as pernas, e dentro de uma sacola, numa caçamba de lixo ao lado do terminal rodoviário de Uberlândia, no final da tarde de terça-feira.
O delegado de Homicídios de Uberlândia, Rogério Martinez, que preside o inquérito, concedeu a entrevista coletiva. Ele disse que Efigênia prestou depoimento por quase 10 horas, entre a tarde de quarta-feira e a madrugada de quinta-feira, porém ao falar entrou, por várias vezes em contradição e prestou um depoimento muito confuso. Ela será indiciada por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Rogério Martinez disse que a Polícia Civil procura por outros envolvidos, mas por enquanto não pode adiantar nada para não atrapalhar as investigações. Ele acrescentou que ouvirá mais gente entre hoje e amanhã. Como a mulher foi presa em flagrante, a polícia tem 10 dias para concluir o inquérito policial. Sobre o filho de Efigênia, E.H., 15 anos, que teria ajudado a mãe a jogar o corpo no lixo, Rogério disse que por enquanto não há indícios da participação dele. O menor está sob a custódia do Conselho Tutelar, por não ter parentes diretos em Uberlândia.
Perguntado se a morte da garota pode estar relacionada a ritual de magia negra, uma vez que artefatos deste tipo de ato e duas cartas invocando uma certa entidade deste culto foram achados na casa, o delegado disse que a investigação não aponta até agora nada a respeito, mas que esta é uma hipótese que faz parte da linha de apuração. A outra é de que ela tenha matado a criança para impedir que ela a denunciasse, já que fora seqüestrada juntamente com o bebê, na porta de sua casa, no bairro Canaã.
A mulher será encaminhada agora à tarde para o Presídio Jacy de Assis, onde ficará aguardando por decisão judicial. Por volta do meio dia, segundo o delegado, ela tentou se enforcar no interior da cela separada, a qual ela se encontrava. O delegado regional Samuel Barreto de Souza, que estava no local, a socorreu na hora e a levou para o Hospital de Clínicas. Ela passou por exame de corpo de delito e nada de grave foi constatado. A delegada de Menores Lia Eunice Valechi, que atua no caso, em conjunto com Rogério, participou da coletiva.
Assessoria de Imprensa da Polícia Civil de Uberlândia

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