quinta-feira, 9 de junho de 2016

Atrações são confirmadas para o Uberlândia POP 2016

NX Zero e CPM 22 são as duas atrações já confirmadas para a segunda edição do Uberlândia POP. 

O maior festival pop rock do Triângulo Mineiro será nos dias 29 e 30 de julho e uma das novidades desse ano é que o evento será realizado em dois dias.

Outros dois grandes shows serão anunciados, além de atrações locais. Os ingressos estarão à venda a partir de sexta-feira (10) na loja Cavalera, no Center Shopping, e no site Bilheteria Digital. 

CPM 22 esteve na primeira edição do Uberlândia POP e retorna com a sua turnê em comemoração aos 20 anos de carreira. Já NX Zero promete, além dos sucessos, seu novo álbum “Norte” (Deck) lançado em 2015. 

O Uberlândia POP 2016 promete repetir o sucesso do ano passado, quando reuniu, em um único dia, CPM 22, Humberto Gessinger, Onze 20 e Pitty, no Caça e Pesca. 

NX Zero 

O NX Zero já tinha dado as pistas com “62 Mil Horas Até Aqui” e “10 Anos”, dois trabalhos com efemérides no título, que resumem o que foram os primeiros anos da banda. Com o último disco, “Norte” (Deck), apontam um novo rumo na carreira. 

Ao finalizar a turnê de “Em Comum”, de 2012, os cinco – Di Ferrero (vocal), Gee Rocha (guitarra e vocal), Fi Ricardo (guitarra), Caco Grandino (baixo) e Daniel Weksler (bateria) – se viram com um ciclo completo. Percorreram a tal estrada de quem faz sucesso de cara e seguiram com o pé fundo no acelerador disco após disco, turnê após turnê, prêmio após prêmio. Mas o mundo mudou nesses quase 15 anos de grupo. O quinteto já tinha uma assinatura própria de som, tinha a coesão e entrosamento de permanecerem fiéis à formação original e, claro, tinha agora uma carreira e nome a zelar. 

Você ouve “Norte” e está tudo ali: a força das melodias, principalmente da dupla titular de composição, Di e Gee. Só que o som aposta menos na urgência, característica no início da banda, e mais na qualidade do produto final. As guitarras nunca soaram tão bem, os arranjos vocais idem, existem texturas sublimes, daquelas que dá vontade de apagar a luz e escutar o disco com um bom fone de ouvido, fugindo de qualquer interferência externa. Até um Moog e pedal steel compõem o novo armamento da banda.

Foi um ano de dedicação às composições, depois se mandaram para a praia onde maturaram o disco numa pré-produção até entrarem em estúdio com o produtor Rafael Ramos (Pitty/Titãs) para lapidarem o material. 

De cara eles decantam as fontes de onde beberam nos últimos anos em “Modo Avião”, cercada de novas timbragens de guitarra, loops e teclados. Soul e funk sessentistas giram em alta rotação no primeiro single, “Meu Bem”, e “Mandela” segue no mesmo suingue, só que com mais peso. 

A mixagem do trabalho ficou simplesmente a cargo de Jim Scott (Red Hot Chilli Peppers, Foo Fighters, Rolling Stones), Tim Palmer (U2, Pearl Jam) e Mario Caldato Jr. (Beastie Boys, Jack Johnson, Marisa Monte). O primeiro assina a mix das duas faixas seguintes e não por acaso as guitarras do NX ressoam em modo John Frusciante (RHCP) em “Fração de Segundo”, com um solo matador de Lulu Santos como cereja, enquanto “Por Amor” acelera em hard rock em guitarra com delay e vocal em flerte com rap. 

“Personal Privê” é mais emotiva, em BPM desacelerado e ousado falsete vocal de Di, até o lap steel entrar em “Vibe”, que é belamente conduzida pela cozinha bateria-baixo de Caco e Daniel. 

Há Moog e guitarra mais limpa na sessentista “Pedra Murano”, canção pra dançar – “Breve Momento” -, mais rock acelerado (“Gole de Sorte”) e soul com acento psicodélico (“Milianos”). Ou mesmo balada em crescente, que fecha o trabalho, “Marcas de Expressão”, que segundo Tim Palmer, que a mixou, possui “uma qualidade hipnótica” e “melodia grudenta sem ser melosa”. 

CPM 22 

O CPM 22 (Caixa Postal Mil e Vinte e Dois) surgiu em 1995 e em 98 gravaram a demo-tape CPM 22, onde conseguiram destaque não só no cenário underground nacional, como na grande mídia. Em 2000 a banda foi indicada à categoria Melhor Democlipe no Video Music Brasil, com o clipe da música “Anteontem”.

Surgiram novas composições e o resultado foi o CD independente: A Alguns Quilômetros de Lugar Nenhum. Em apenas um mês a banda vendeu quatro mil cópias. Esse resultado fez com que o CPM 22, logo no início de carreira, dividisse o palco com algumas bandas estrangeiras de hardcore que se apresentaram por aqui, como: Lagwagon, No Fun At All, Down By Law, Buzzcocks, entre outros dinossauros do HC.

Em 2001 o grupo lançou o álbum de nome CPM 22, resultando em mais de 150.000 cópias vendidas e com canções que se transformaram em hits, como “Regina Let´s Go”, “Tarde De Outubro” (cujo vídeo clipe rendeu o prêmio na categoria revelação no VMB, da MTV Brasil, no ano de 2002), “Anteontem” e “O Mundo Dá Voltas”.

Em 2002, lançam o álbum Chegou A Hora De Recomeçar, que atingiu a expressiva marca de 180.000 cópias vendidas. Músicas como “Desconfio”, “Ontem”, “Dias Atrás” e “Não Sei Viver Sem Ter Você, não só fizeram a cabeça de muitos, mas também colocaram o CPM 22 como um dos expoentes do cenário rock e levou à banda aos quatro cantos do Brasil através de centenas de shows.

Em 2005, apresentaram o álbum Felicidade Instantânea. A primeira música de trabalho deste CD, “Um Minuto Para O Fim Do Mundo”, foi durante meses a música mais tocada nas rádios brasileiras. Shows, prêmios e mais agenda totalmente lotada de shows, foram as consequências diretas deste novo álbum de sucesso que atingiu a marca de 80 mil cópias vendidas e se transformou, também, no DVD “Felicidade Instantânea.

Então que em maio de 2006, aconteceu o aguardado MTV Ao Vivo CPM 22, realizado na cidade de São Paulo. Com esse trabalho, no VMB 2006 venceram na categoria "Melhor Performance Ao Vivo", e também no Prêmio Multishow de Música Brasileira 2007 ganharam na categoria melhor DVD. Com isso, o sucesso da banda é reconhecido internacionalmente e em julho de 2006, a banda realizou seu primeiro show Internacional, no Japão.

No ano de 2007 saiu seu sexto álbum de estúdio, intitulado Cidade Cinza, que rendeu o Grammy Latino 2008 na categoria Melhor álbum de Rock Brasileiro. A repercussão do álbum foi tanta, que em 2009, a banda volta a realizar uma turnê internacional, passando por países como a Inglaterra, Portugal e Estados Unidos.

Depois de 4 anos do lançamento de “Cidade Cinza”, a banda volta, em 2011, com “Depois de Um Longo Inverno”, um disco repleto de influencias de punk, hardcore e ska. E finalmente, após seis discos de estúdio e dois ao vivo, o CPM22 lançou seu primeiro disco desplugado da carreira. Nele, a banda faz um apanhado geral de toda sua carreira, contendo faixas de todos os discos, desde o clássico independente “A alguns quilômetros de lugar nenhum” até seu último disco de estúdio, “Depois de um longo inverno”. Além das 18 faixas escolhidas entre os seis discos já lançados pela banda, “Acústico” veio ainda quatro inéditas e é praticamente um resumo da carreira da banda.

Carolina Portilho | CaSi