quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Procura por materiais escolares começou cedo em Uberlândia

Divulgação

A tendência é que o movimento continue intenso até o fim de fevereiro

Com o 13º salário no bolso, muitos pais aproveitaram a tranquilidade nas papelarias e foram às compras dos materiais escolares. Segundo o gerente da papelaria Central, Arnaldo de Oliveira, o final de 2010 já sinalizou o início de boas vendas. "Para os papeleiros os meses de dezembro até março são os mais lucrativos. É o movimento natalino para nós. Período em que as vendas triplicam", afirmou.

A advogada Adriana Rezende já está fazendo o orçamento dos materiais escolares do filho de 5 anos. "Já passei pela experiência de deixar para a última hora. Foi difícil até para fazer uma pesquisa de preço, as papelarias ficam lotadas, os vendedores querem vender e não perder tempo em fazer orçamentos. Sem contar que por causa do grande movimento, escolher se torna uma tarefa árdua, para ficar livre do tumulto a gente acaba pagando sempre um pouco mais caro, após enfrentar filas enormes", disse.

A jornalista Juliana Teles disse que quem toma a frente na compra dos materiais escolares da sobrinha Ana Laura Teles Dorça, de 9 anos, é ela e a mãe. "Este ano iremos comprar no fim de janeiro. Antes, ligamos em pelo menos umas quatro papelarias que já tem a lista escolar da escola para sabermos o valor total, só depois saímos às compras", frisou.

Juliana disse ainda que Ana Laura sente prazer em escolher os materiais escolares. "E nós a levamos junto porque ela namora as capas dos cadernos e também procuramos atender aos caprichos dela, porém sempre de olho no preço. No dia 2 de fevereiro ela começa as aulas com tudo novo", finaliza Juliana.       

O presidente da CDL Uberlândia, Celso Vilela disse que ter cautela na hora da compra do material escolar, e antecipar para garantir um melhor produtor e preço mais em conta é o melhor caminho. Com alguns itens de 10% a 15% mais caros este ano em relação ao mesmo período do ano passado, antes de ir às compras, a primeira coisa é fazer uma vistoria no que restou os materiais do ano passado, como por exemplo, lápis, caneta, borracha, apontador, estojo podem ser utilizados novamente. Outra dica é fazer pelo menos três orçamentos. "Feito isso, é hora de ir às compras, de preferência sem as crianças", aconselhou Vilela.

Por quê? O próprio gerente da papelaria, Arnaldo de Oliveira explica: "o que faz encarecer a lista de materiais é o modismo. Cadernos de marcas e de artistas que estão mais na moda são os mais caros e os que as crianças procuram. É muito difícil o pai não levar na presença do filho", aconselha.

 Além de cadernos com capas novas, Arnaldo afirma que os materiais que mais pesam no bolso são os fichários e as mochilas com rodinhas de silicone e de materiais. Ele explica ainda que muitos itens estão mais caros, porém ainda é possível encontrar produtos com o mesmo preço vendido o ano passado. "O brochurão custa R$1,60, o mesmo preço vendido em 2009. Borracha, régua e lápis também continuam com preço defasado. Se os pais souberem escolher, levarão bons produtos, com bons preços", ressaltou .

A gerente Jaqueline Aparecida Ferreira da papelaria Granada concorda com Arnaldo que os novos lançamentos de cadernos, mochilas e até os lápis de cores são os campeões de preços altos, e garante que grande parte dos produtos se mantém com o mesmo preço do vendido no ano passado. Com relação ao movimento, que também já se intensificou na papelaria Granada, Jaqueline conta o que mudou. "Nosso horário de funcionamento de segunda a sexta-feira é de 8h às 20h. Aos sábados abrimos às 8h e ficamos até ás 16h. Também estamos preparando um horário especial para os domingos", enfatizou a gerente.

O gerente da papelaria Central, Arnaldo, acredita que até fevereiro o movimento ficará ainda mais intenso. "Já estamos preparados para atender a clientela. Estendemos o horário até às 20h, todos os dias. Aos sábados também atendemos até às 18h", concluiu.

Alitéia Milagre | Serifa

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