sábado, 27 de fevereiro de 2010

Neste sábado e domingo (27 e 28/02) A Rainha do Rádio às 20h na Escola Livre do Grupontapé de Teatro :::

A Rainha do Rádio

 

Neste Sábado e Domingo ( 27 e 28/02) às 20h

na Escola Livre do Grupontapé de Teatro

Rua Tupaciguara, 471 Bairro Aparecida

Entrada: R$10,00 (Inteira) e R$5,00 (Meia)

(34)3231-2412

*indicado para maiores de 16 anos

 

 

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Estreada em 1976, A Rainha Do Rádio tinha, então, um forte apelo de resistência política ao regime de exceção a que o país estava submetido. Transcorridos 34 anos - de sua estréia , algumas mudanças de abordagem ao texto foram necessárias, embora mantido praticamente em sua totalidade, com algumas pequenas adaptações. Não quis fazer um espetáculo que retratasse ou que tentasse reproduzir a época em que foi escrito. Se, naquele momento Adelaide não podia expor seus pensamentos e atitudes, por uma condição física e concreta imposta por uma circunstância externa opressora; hoje em dia, esta mesma corajosa e despudorada mulher (despudorada no sentido de não ter pudor da exposição de suas feridas pessoais) é acuada por conflitos interiores, que fazem com que aflorem seus fantasmas da liberdade e seus temores mais íntimos. É por este viés que, portanto, encaminho o espetáculo, tentando mostrar uma mulher batalhadora, carente, solitária, irreverente, que, com bravura enfrenta as pequenas atrocidades do cotidiano. Uma mulher que, com todas as suas contradições e, talvez por isso mesmo, não tem medo de colocar a cara à tapa. Uma mulher, enfim, contemporânea e atemporal, que pode, perfeitamente, ser identificada por qualquer uma de nossas espectadoras - Antônio Carlos Brunet (Dunga)

 

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Adelaide, como todos nós, sofre grandes interferências e cortes profundos em sua alma, sua vida, por causa do julgamento e condenação de seus conhecidos e também de seu espírito "sem preconceitos" como diz a própria Adelaide. Ela pode não ter achado as devidas opções de saídas para seus problemas e conflitos e nunca achará sendo um personagem de ficção trancafiada numa obra de arte, nós, talvez possamos encontrá-las.

Atuar nesta peça tem sido para mim um prazeroso exercício de elaboração artística, principalmente pela excelente régia de Antonio Carlos Brunet com sua grande visão artística e generosidade.

É ao público que ofereço meu labor diário, e para mim só assim acontece o teatro a que me proponho: o artista, o público e um motivo interessante para o encontro entre os dois. Sei que agora a cena é minha e espero que o prazer seja nosso! -  Marcial Rezende




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