segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Hanseníase

Daniel Nunes

 

Agentes de saúde distribuem material educativo e orientam população sobre a Hanseníase

 

Quem passar pelo Terminal Rodoviário de hoje (25) até quinta-feira (28), será surpreendido por uma iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde. Cerca de 20 agentes da saúde escolar e da equipe do Programa Municipal da Hanseníase estarão no local para distribuir mini-cartilhas educativas e orientar os viajantes sobre a Hanseníase. A ação faz parte da Semana Mundial de Luta Contra o Preconceito em Hanseníase, que visa sensibilizar e orientar a população sobre sinais e sintomas desta doença, com foco na prevenção e tratamento. "Para fazer com que as pessoas saibam o que é hanseníase e deixem de ter preconceito, a Secretaria de Saúde também fará este mesmo trabalho no Parque do Sabiá e em todas as unidades de saúde da cidade", disse Aparecida Helena Teixeira de Oliveira, coordenadora do Programa Municipal da Hanseníase.

 

De acordo com a coordenadora, a ação é para conscientizar a comunidade sobre a importância do diagnóstico precoce desta doença causada por uma bactéria que afeta a pele e os nervos periféricos, em especial os dos braços e das pernas. "Se o diagnóstico for  rápido, é possível diminuir o tempo de tratamento, reduzir o risco de contágio e o desenvolvimento de incapacidades e/ou deformidades. Como a Hanseníase é uma doença silenciosa (pode ficar incubada durante 20 anos, sem manifestar sintomas), temos o dever de disseminar a informação. Esta é a melhor forma de combater a enfermidade, a mais precisa e eficaz", enfatizou.  

O tratamento é feito gratuitamente em ambulatórios, por meio de medicamentos orais, e dura de seis a doze meses. "As pessoas precisam saber que não há mais a necessidade de isolar pacientes como antigamente. Por isso temos a obrigação de acabar com este preconceito e mostrar que a Hanseníase tem cura", ressaltou.

 

A doméstica Geralda Aparecida Ferreira, que vive em Varjão de Minas e veio à Uberlândia para visitar parentes, recebeu a mini-cartilha. Ela contou que não tinha nenhum conhecimento sobre a doença. "Para mim, os doentes não podiam nem sair na rua, nem tocar ninguém. Através deste panfletinho, descobri que não há motivo para ter medo e que temos que nos abrir para o tratamento. Além disso, parei para pensar sobre o assunto. Vou aproveitar para passar esta informação adiante", relatou.

 

Gabriel Barbosa da Silva, auxiliar de plataforma ouviu as orientações dos agentes e descobriu que a hanseníase se apresenta com manifestações discretas, pequenas manchas que não incomodam o paciente.

A doença atinge a pele e os nervos periféricos. As alterações na pele podem ser manchas brancas ou avermelhadas, placas, nódulos, infiltração difusa da pele ou diminuição da sensibilidade. Podem surgir nos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos ou nari. Além das manchas, pode acontecer dormências, formigamentos, fraqueza e atrofias musculares.

"Tenho uma mancha nas costas e nenhum médico sabe dizer exatamente o que é. Agora que tenho esta informação em mãos vou poder argumentar e perguntar se sou ou não um portador da doença. Se a resposta for positiva, fico feliz em saber que, apesar de tudo, existe tratamento", contou.

 

Até agora, a Secretaria Municipal de Saúde já diagnosticou e registrou 100 pacientes. Todos passam por tratamento e acompanhamento contínuo. Para obter o diagnóstico precoce, é necessário que o paciente procure qualquer unidade de saúde, ou o Programa Municipal de Controle de Hanseníase,    no anexo da Secretaria Municipal de Saúde. "Ao suspeitar de um caso de hanseníase ou diagnosticá-lo, o paciente será encaminhado para os centros de referência no tratamento. É importante dizer que a maioria das pessoas resiste ao bacilo e não adoece. Entre as que adoecem, muitas desenvolvem manchas e perda de sensibilidade. Nem todos os tipos de hanseníase são contagiosas e estas (contagiosos) deixam de ser, quando se começa o tratamento, ou seja através da primeira dose do remédio, destacou a coordenadora do Programa Municipal da Hanseníase.

 

"Nossa equipe é multidisciplinar e dá amparo até mesmo para a família do paciente. Fazemos um atendimento de orientação e investigação para verificar possíveis novos casos no âmbito intra-familiar e para que haja não nenhum tipo de preconceito", acrescentou Aparecida Helena.

 

Informe-se sobre a Hanseníase:

 

Disque Saúde: 0800611997

MORHAN: 0800 26 2001

Programa de Controle da Hanseníase da Secretaria Municipal de Saúde: 3229-0683

 

O que é a Hanseníase?

 

A hanseníase é uma doença infecciosa, causada pela bactéria Mycobacterium leprae e transmitida por secreções respiratórias (nasais ou salivares). De evolução crônica, afeta a pele e os nervos periféricos, em especial os dos braços e das pernas. Se tratada precocemente e de forma adequada, tem cura e não deixa sequelas. Para isto, é importante o reconhecimento dos sinais e sintomas iniciais, para um diagnóstico precoce e tratamento adequado, visando principalmente a eliminação de fontes de contágio e prevenção de incapacidades que são, na grande maioria das vezes, evitáveis.

 

O contágio pela hanseníase se dá por meio do convívio íntimo e prolongado (intra-familiar) com os portadores da forma contagiosa da doença, sem tratamento. Os primeiros sintomas são: manchas brancas e vermelhas (com alteração de sensibilidade ou dormentes) ou fortes dores, que podem surgir em qualquer parte do corpo. Os casos de diagnóstico tardio podem, além das manchas, apresentar acometimento de nervos periféricos e, portanto, tem um risco maior de apresentar incapacidades e deformidades nos olhos, mãos e pés.

 

Fonte: Ministério da Saúde

 

Confira a programação da semana (anexo)

Dias: 25 a 28/01
Período: Das 8h às 12h e das 13h às 17h
Local: Terminal Rodoviário
Atividade: Nas entradas, saídas e no interior do Terminal, Agentes de Saúde Escolar e Agentes Comunitários das Unidades de Saúde irão distribuir materiais educativos.

Dias: 25 a 29/01
Período: Manhã e tarde
Local: Parque do Sabiá
Atividade: A equipe técnica de enfermagem entregará aos funcionários e visitantes materiais educativos sobre a doença. Quem passar pelo Parque também assistirá a peça de teatro educativo com a boneca Ana Melo.

Dia: 25/01
Período: Manhã e tarde
Local: UAI Tibery
Atividade: A equipe de enfermagem da Unidade e do Programa Montagem dará orientações sobre os sintomas, prevenção e tratamento da hanseníase para os pacientes.

Dia:29/01
Período: Manhã
Local: Gerência Regional de Saúde
Atividade: As equipes multidisciplinares se reunirão na GRS para conhecer o trabalho da Técnica do Ministério da Saúde – Adriana Kelly.

Dia: 31/01
Atividade: Os folhetos distribuídos para o acompanhamento das missas do dia 31 de janeiro trarão  informações dobre a doença.

Dia: 31/01
Horário: 8h30 às 12h
Atividade: Funcionários das Unidades de Saúde I,II,III e IV do bairro Morumbi estarão com uma tenda em frente à Igreja Santo Antônio para divulgação da hanseníase.

 

Secom PMU

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