terça-feira, 17 de novembro de 2009

Polícia Civil de Uberlândia elucida morte de dentista: filho é acusado


A Polícia Civil de Uberlândia elucidou o assassinato da dentista Rogéria Marchi Magrini, 47 anos, ocorrido em 23 de março deste ano, no bairro Presidente Roosevelt, em Uberlândia. O que estava sendo visto como um latrocínio (roubo seguido de morte) era na verdade um crime encomendado pelo próprio filho da vítima, um adolescente de 16 anos.


A apuração foi feita em conjunto pelas equipes chefiadas pelos delegados Rafael da Silva Herrera e Lia Eunice Valechi da Silva. Desde a data do crime, a polícia vinha cuidando do caso. Ontem (segunda-feira, 16), com base nas provas e indícios fortes do envolvimento do menor, a apreensão dele foi requerida ao Juizado da Infância e da Juventude.


O menor foi apreendido hoje e se encontra internado no Ceseu, em Uberlândia, e nega envolvimento. Porém, segundo o delegado Rafael da Silva Herrera, tudo aponta para o fato de que ele foi o mandante do crime.O motivo teria sido desavenças entre mãe e filho. "No dia dos fatos, ambos teriam uma audiência no Conselho Tutelar em face desse problema", frisou.


A delegada Lia Valechi disse que a tese do latrocínio foi deixada de lado a partir do momento em que o adolescente passou a ser suspeito. "Passamos a investigá-lo e apuramos que ele havia oferecido R$ 3 mil para quem matasse a mãe dele. Há elementos sobre esse valor no inquérito. Agora estamos à procura de um terceiro envolvido que é o autor do crime", disse.


A dentista foi morta na manhã de 23 de março. A única testemunha do fato, uma passadeira de roupas que trabalhava para a dentista, relatou que um homem negro invadiu a casa, a rendeu juntamente com o adolescente, e em seguida levou a vítima para um cômodo, onde a matou com uma chave de fenda e por traumatismo craniano, fugindo em seguida com um note-book.
Assessoria de Imprensa da 16a Delegacia Regional de Polícia Civil
Uberlândia-MG
 

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