terça-feira, 18 de agosto de 2009

Olhos estão entre os principais meios de contaminação pelo vírus H1N1

Oftalmologista explica porque isso ocorre e como se prevenir 

Atualmente, a gripe Influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína, tem causado muitas interrogações na cabeça das pessoas. Que prevenir é palavra de ordem, todos já sabem. Porém, ainda restam muitas dúvidas sobre como fazê-lo.

A atual situação, definida como momento epidemiológico pela medicina,  fez com que o Comitê Municipal de Enfrentamento à Influenza A (H1N1), orientasse população, empresários, estabelecimentos privados e públicos a tomarem medidas preventivas contra a propagação do vírus da gripe A.

                O foco de toda prevenção está em torno da assepsia das mãos.  Segundo artigo do médico, Dráuzio Varella, são pelas mãos que as piores infecções são transmitidas. "De todas as recomendações maternas, a de lavar as mãos talvez seja a mais desobedecida. Na agitação de hoje, lavar as mãos antes de pegar nos alimentos virou luxo, esquisitice de gente cismada, mania de hipocondríaco. (...) Na hora das refeições, a mão suja é universal, irmana trabalhadores braçais, moças bonitas e senhores de gravata. No entanto, se todos lavassem as mãos com água e sabão (qualquer sabão) antes de manipular os alimentos muitas doenças seriam evitadas", escreveu Varella.

Segundo o oftalmologista do HCO – Centro Completo de Oftalmologia, José Marcos Gonçalves, a medida tomada pelo hospital foi a intensificação dos hábitos que já fazem parte da rotina. "O hospital já tomou as providências necessárias e estamos orientando nossos pacientes, pois as mucosas dos olhos também são receptoras do vírus da gripe", disse o oftalmologista. 

O que todo mundo precisa saber

                Estudos já comprovaram que o fator mais importante para que o vírus H1N1 se instale é a umidade. A mucosa do nariz, boca e olhos são, no nosso corpo, as principais portas de entrada para o vírus. Assim, a prevenção está, necessariamente, ligada ao não contato entre olhos e mãos. "Temos que levar em consideração o forte hábito que temos de levar as mãos ao rosto. Coçamos o olho e nariz várias vezes por dia e está aí o perigo", alerta o oftalmologista, José Marcos Gonçalves.

                O alerta do oftalmologista é reforçado por outro trecho do artigo do médico Dráuzio Varella: "Nada ilustra melhor a eficiência das mãos na disseminação de infecções do que as gripes e resfriados. A pessoa chega em uma festa e avisa: "Não me beijem que estou gripada", e sai apertando a mão de todos os convidados. Seria muito melhor que desse o rosto a beijar; na face o vírus não está. Em compensação, as mãos estão repletas dele: quem fica gripado assoa e coça o nariz o tempo todo. Como consequência, os incautos que apertaram a mão infestada, ao coçar o nariz ou os olhos semearão as partículas virais diretamente nas mucosas."

O oftalmologista, José Marcos, destaca ainda que, apesar do olho ser um dos veículos de contaminação, a visão não é prejudicada diretamente, visto que o vírus apenas entra pela mucosa ocular.  "Mãos limpas e longe dos olhos, nariz e boca é uma das medidas mais eficazes para evitar a contaminação pelo vírus H1N1", reforça o oftalmologista, José Marcos Gonçalves. 

Fernanda Beraldo / Serifa Comunicação

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